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Além de não corrigir tabela do IR, governo quer acabar com deduções

Mai 16, 2019 | Comentários

Ministro Paulo Guedes alega que abatimentos com Saúde e Educação beneficiam a classe média

Guedes: não faria sentido corrigir tabela durante discussão da Reforma da Previdência 
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Rio - Em vez de corrigir a tabela do Imposto de Renda, conforme orientou o presidente Jair Bolsonaro no fim de semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer acabar com o sistema de dedução de gastos com Saúde e Educação do IR. A informação foi passada ontem pelo próprio ministro durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamento da Câmara. De acordo com Guedes, essa seria uma forma de rever desigualdades, já que o benefício é voltado para a classe média. No modelo que será estudado no futuro, uma das possibilidades é baixar todas as alíquotas do IR, mas acabando com as deduções.

“É um tema caro para a classe média, que gasta com Saúde e Educação de seus filhos. O próprio Congresso, os próprios representantes, começaram a aprovar isso, parecia razoável. No final, você acaba tendo situações como essa, paradoxal. Os mais pobres, que são milhões e milhões, gastam 100 (bilhões de reais com o SUS) e você deixa para os mais favorecidos levarem R$20 bilhões. Claro que há algo errado aí. Claro que tem que se olhar isso”, afirmou o ministro.

“À medida que o país fica mais apertado, você tem que escolher onde vai reduzir. E isso é uma questão seríssima. Deixa isso aí para frente, mas vai ser discutido. Há a proposta de reduzir alíquotas para tirar todas as deduções”, completou o ministro.

FALTA DE RECURSOS

A correção da tabela do Imposto de Renda, anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro no final de semana, foi desmentida por Paulo Guedes. De acordo com o ministro, não faria sentido corrigir a tabela em um momento em que o governo tenta aprovar a Reforma da Previdência para cortar gastos.

Guedes disse que a correção da tabela defasada custaria de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões, o que seria um gasto muito grande, segundo ele.

“O presidente Jair Bolsonaro que falou que atualizaria tabela de IR pela inflação, eu não disse nada. Estamos no meio de uma batalha da Previdência, não adianta me distrair com outra tabela de IR”, afirmou.

Na mesma audiência, Guedes advertiu que se o Congresso Nacional não aprovar o projeto de crédito suplementar de R$ 248 bilhões, necessário para cumprir a regra de ouro, travará os pagamentos do governo.

De acordo com o ministro, sem o crédito, os pagamentos de subsídios param em junho, de benefícios assistenciais em agosto e, do Bolsa Família, em setembro. “Tenho que apostar que o Congresso vai aprovar o crédito suplementar”, informou Paulo Guedes.

Fonte: Portal Fenacon / O Dia

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