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Escolas privadas podem retomar aulas antes das públicas, diz CNE

Jul 03, 2020 | Comentários

“Atendidas as condições de segurança, o setor privado pode volta”, diz Maria Helena Guimarães

O Conselho Nacional de Educação (CNE) está recomendando que escolas e instituições de ensino superior privadas possam retomar as aulas antes das públicas. Os governos do Maranhão, Rio de Janeiro e do Distrito Federal já flexibilizaram as medidas de distanciamento social e a retorno parcial às aulas está programada para agosto.

“Desde que atendidas as condições de segurança, o setor privado pode voltar antes. As escolas particulares estão investindo para que haja um retorno seguro, de forma gradual. Além disso, há muitas escolas de educação infantil fechando e demitindo”, disse a socióloga e professora Maria Helena Guimarães, conselheira do CNE.

A autarquia, ligada ao Ministério da Educação (MEC), deve colocar em votação essa e outras recomendações em votação no dia 7. O parecer é válido para os ensinos básico e superior tanto da rede pública quanto privada.

Questionada se essa antecipação das aulas no setor particular não pode aumentar ainda mais a desigualdade entre os alunos da rede pr

Questionada se essa antecipação das aulas no setor particular não pode aumentar ainda mais a desigualdade entre os alunos da rede privada e pública, Maria Helena disse que já existe uma enorme desigualdade provocada por anos anteriores de descaso e que o necessário é investir em medidas para melhorar o ensino público.

Maria Helena Guimarães, conselheira do CNE — Foto: Valor

Uma das ações recomendadas pelo CNE é a oferta de internet gratuita para escolas, alunos e professores da rede pública a fim de que as aulas possam ser ministradas com qualidade. “Pelo menos até o fim de 2021, os alunos continuarão tendo aulas on-line para repor o que foi perdido ou para atividades de reforço”, disse.

O parecer do CNE recomenda ainda que os alunos não sejam reprovados neste ano, uma vez que muitos estudantes estão com seu aprendizado comprometido. “A prioridade inicial no volta às aulas não deve ser a avaliação e, sim, promover um bom acolhimento, o trabalho de questões sócio emocionais”.

Especialistas de educação têm relatado que as crianças vêm apresentando problemas emocionais com o isolamento social. Segundo Maria Helena, pesquisas internacionais mostram que desenvolvimentos cognitivos perdidos nesse período só conseguirão ser totalmente retomados em meados de 2022.

As escolas que não conseguiram ministrar aulas a distância no primeiro semestre poderão fazer uma reposição no começo de 2022, antes do início do período letivo. O CNE manteve a carga horária que na educação básica é de 800 horas, ano.

A prioridade recomendada é para alunos das turmas finais dos ciclos, ou seja, 5º ano da educação fundamental I, 9º da educação fundamental II e 3º ano do ensino médio. O objetivo é que os alunos não cheguem despreparados para os períodos seguintes, que têm grandes mudanças.

“Outra prioridade são as crianças que estão sendo alfabetizadas. Esse é um trabalho que os pais não conseguem fazer e um gap nessa fase impacta a vida toda do aluno”, alertou.

Fonte: Portal Valor Econômico - Beth Koike

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